Os brincos certos para o dia a dia
Toda a gente tem um par de brincos que usa muito mais do que os outros. Raramente é o mais caro ou o mais bonito da caixa. É o que se põe depressa, não incomoda e combina com quase tudo. Este texto é sobre como escolher esse par de propósito, em vez de esperar que apareça por acaso.
O peso conta mais do que pensas
Um brinco que parece perfeito à frente do espelho pode tornar-se desconfortável ao fim de seis horas. Se és de usar brincos de manhã à noite, começa por peças leves, com o peso concentrado junto ao lóbulo e não pendurado a vários centímetros de distância.
Argolas finas, brincos pequenos junto à orelha e pendentes curtos são quase sempre a escolha mais confortável para dias longos. Guarda os pendentes maiores para as ocasiões em que gostas de os sentir.
Escolhe pelo que já tens no armário
Um par de brincos para o dia a dia tem de conviver com camisas, golas altas, casacos e cabelo apanhado. Antes de comprares, pensa em três peças de roupa que usas muito e imagina o brinco com cada uma.
Se só funciona com uma delas, provavelmente não é um brinco de todos os dias. É um brinco de ocasião, e isso também é válido, desde que saibas o que estás a comprar.
Tamanho: a regra dos dois dedos
Para uso diário, brincos que não ultrapassem muito a largura de dois dedos costumam ser o ponto certo: veem-se, dão luz ao rosto e não se prendem no cabelo nem nas golas.
Se tens cabelo comprido e solto na maior parte dos dias, prefere peças com alguma presença junto ao lóbulo, porque as mais discretas desaparecem. Se andas com o cabelo apanhado, tudo se vê e podes ser mais subtil.
Argolas, pequenos ou pendentes
- Argolas. As mais versáteis de todas. Uma argola fina de tamanho médio funciona de manhã no escritório e à noite ao jantar sem mudar nada.
- Brincos pequenos junto à orelha. A opção mais discreta e a mais confortável para o dia inteiro, sobretudo se usas auscultadores ou telefone com frequência.
- Pendentes curtos. Dão movimento e chamam atenção ao rosto. Resultam especialmente bem quando o resto do conjunto é simples.
O formato do rosto ajuda, mas não decide
A ideia clássica é criar contraste: formas redondas suavizam traços mais angulosos, formas alongadas dão comprimento a rostos mais redondos. É um bom ponto de partida, mas não é uma lei.
Na prática, o que decide é o que te faz sentir bem. Se um par te agrada de imediato ao espelho, essa reação vale mais do que qualquer tabela.
Não te esqueças do fecho
É a parte de que ninguém se lembra até perder um brinco. Fechos de rosca e fechos com borboleta bem ajustada seguram melhor do que os simples. Se costumas perder brincos, vale muito a pena verificar isto antes de comprar.
Dois pares chegam
Para a maioria das pessoas, dois pares resolvem o ano inteiro: umas argolas finas para os dias normais e um par com um pouco mais de presença para quando queres que se note. Tudo o resto é gosto.
Vê a seleção de brincos. Se andas a montar conjuntos, lê também como sobrepor colares sem que fique confuso, e passa pelas perguntas frequentes se tiveres dúvidas antes de encomendar.